Tendências e perspectivas do mercado de avaliação de imóveis para 2026
O mercado imobiliário brasileiro está passando por uma transformação bem interessante, principalmente impulsionado pelo avanço tecnológico, mudanças regulatórias e novas demandas dos consumidores. As tendências do mercado de avaliação de imóveis para 2026 apontam para uma profissionalização ainda maior do setor.
Entender esses movimentos é fundamental tanto para profissionais que atuam na área quanto para investidores, instituições financeiras e proprietários que buscam tomar decisões mais assertivas.
Hoje, a LARSS explicará as principais transformações que devem marcar o segmento de avaliações imobiliárias neste e nos próximos anos. Vamos conferir? Continue a leitura!
O uso da inteligência artificial nas avaliações
A tecnologia é indispensável nos dias de hoje, e ela é uma das protagonistas nas tendências do mercado de avaliação de imóveis para 2026. Muitas ferramentas de inteligência artificial e machine learning estão mudando a forma como os imóveis são analisados. Na prática, permitem avaliações mais rápidas e fundamentadas em grandes volumes de dados.
Muitas plataformas digitais conseguem processar milhares de informações do mercado em segundos, identificando padrões de valorização, comparando características de propriedades semelhantes e gerando relatórios com mais precisão.
Os algoritmos de IA também ajudam na identificação de anomalias e tendências regionais que poderiam facilmente passar despercebidas em análises manuais. Porém, isso não significa que a pessoa avaliadora perderá relevância, pelo contrário!
Hoje, o avaliador de imóveis tem em mãos uma maneira mais estratégica de interpretar dados e realizar seu trabalho de uma maneira mais rápida e inteligente. Para o futuro, essa combinação entre expertise técnica e recursos digitais será cada vez mais indispensável.
Uma equipe profissional antenada, que saiba analisar dados de diversas ferramentas, faz toda a diferença para um cliente.
Sustentabilidade e certificações ambientais como critério de valor
A sustentabilidade também entra nesta lista de tendências. Os imóveis com certificações ambientais, eficiência energética e infraestrutura sustentável possuem valorização diferenciada no mercado. Os avaliadores precisam incorporar esses critérios em suas metodologias, reconhecendo que características como painéis solares, sistemas de reuso de água, isolamento térmico e uso de materiais ecológicos impactam diretamente o valor de mercado.
Essa mudança reflete uma consciência ambiental crescente entre compradores e investidores, que enxergam a sustentabilidade como responsabilidade social e também como investimento inteligente.
Os imóveis sustentáveis oferecem economia nas contas de energia e água, maior conforto térmico e acústico, além de alinhamento com regulamentações ambientais cada vez mais rigorosas. Para o avaliador, isso significa atualização constante sobre certificações fundamentais do setor.
🌱 Curiosidade sobre a ascensão dos imóveis verdes no mercado brasileiro
Você sabia que o Brasil tem acompanhado bastante a tendência global de valorização dos chamados “green buildings”? Algumas pesquisas mostram que os ocupantes destes imóveis estão dispostos a pagar até 45% mais por imóveis verdes.
As empresas e investidores institucionais priorizam construções sustentáveis em seus portfólios, influenciados positivamente por compromissos ESG e pela busca de rentabilidade de longo prazo.
Nesse sentido, os avaliadores se deparam com o desafio de mensurar adequadamente o prêmio de sustentabilidade, considerando desde a economia operacional até os benefícios intangíveis como imagem corporativa e bem-estar dos ocupantes.
Big data e análise preditiva no mercado imobiliário
Entre as tendências do mercado de avaliação de imóveis para 2026 está a utilização massiva de big data e análises preditivas. O acesso a dados demográficos, indicadores econômicos e padrões de comportamento do consumidor possibilita projeções mais acuradas sobre a valorização futura de imóveis e regiões.
Os avaliadores que dominam ferramentas de análise de dados conseguem oferecer informações valiosas sobre o potencial de investimento de cada propriedade.
Essas análises consideram variáveis complexas como desenvolvimento de infraestrutura urbana, mudanças no zoneamento, tendências migratórias e transformações no perfil socioeconômico dos bairros. A capacidade de processar e interpretar esse volume de informações diferencia profissionais que oferecem avaliações meramente descritivas daqueles que entregam verdadeiras análises estratégicas de mercado.
O big data também possibilita segmentações mais refinadas, identificando nichos específicos e micromercados com características próprias de precificação.
Aumento de imóveis georreferenciados
A legislação do georreferenciamento de imóveis rurais passou por mudanças em 2025, com a prorrogação do prazo de obrigatoriedade para 2029. Apesar da extensão do prazo, a exigência de georreferenciamento permanece para eventuais transações envolvendo propriedades rurais.
Na prática, o que se observa é um movimento crescente de proprietários que optam por antecipar o processo. O número de imóveis rurais apresentados para garantias bancárias, operações de crédito e transações comerciais com documentação já atualizada e georreferenciada tem aumentado consistentemente. Essa tendência reflete uma conscientização maior sobre os benefícios da regularização preventiva, que agiliza negociações, aumenta a segurança jurídica e valoriza o imóvel no mercado.
💡 Leia também — O que valoriza um imóvel? Conheça 7 fatores que influenciam
Em 2026, o mercado de avaliação de imóveis passará por uma transformação bem interessante, moldada por tecnologia, sustentabilidade, regulamentação e análise de dados. Por isso, é importante ficar atento a essas tendências que comentamos até aqui.
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